Construindo uma empresa – semana 6
Bom, pelo blog da Results On fiquei sabendo de um curso, o curso “Design Criativo do Modelo de Negócio”. Me inscrevi e uma das perguntas do questionário era “Quem é você? Conte-nos sobre sua história de vida explorando situações que contribuíram para ser quem você é hoje e desenvolver seu projeto/negócio social?“, escrevi isso aqui, talvez sirva como base de conhecimento para alguma outra pessoa
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Essa é a minha imagem que passo para os empreendedores que querem me contratar http://blog.diegobrum.net/index.php/quem-e-esse-cara/
A imagem que desejo passar para você é outra, é algo mais histórico.
Meu nome é Diego Luiz Brum. Nascido em uma cidade do interior de São Paulo (chamada Taubaté).
Quando nasci (segundo os meus pais) estavamos em condições financeiras boas. Conseguiamos comprar roupas, passear e ainda comer fora pelo menos uma vez por semana. Eu sinceramente não me recordo disso, mas isso é um fato importante para indicar que eu não tive tudo o que os meus irmãos tiveram (já que sou o caçula).
Devido a problemas economicos do Brasil e mais o fato do meu pai estar com uma empresa de manutenção eletrônicas de TVs, VHS e derivados, a família quebrou. E ficamos sem esses confortos.
Meu pai errou em insistir em empresas em um momento do país que não tinha condições de aceitar uma empresa nesse nicho de mercado e por isso ficamos pobres por mais um bom tempo. Lembro-me que quando eu era adolescente (algo em torno de 15 anos) ia para a escola com a minha camiseta de uniforme rasgada (pequeno rasgo embaixo do braço) pois não tinha como comprar outra camiseta (algo em torno de R$ 20,00 em valor presente), também lembro-me que não tinha R$0,10 para comprar um pão (e por ironia, moravamos ao lado de uma padaria). Isso me fez querer muito ser rico.
As “cabeçadas” que o meu pai do meio do caminho (como insistir em abrir uma empresa em um segmento que não era aceito pela economia atual) me fez querer trabalhar para alguém. Isso como estratégia para ficar com um mínimo de conforto financeiro possível para ter condições de estudar adminsitração e abrir uma empresa. Cursei um técnino em informática para conseguir meu primeiro emprego. E nesse período todo que eu me lembro da minha própria existência, fiquei observando meu pai e outras pessoas fazendo coisas certas e erradas em seus empreendimentos (mais coisas erradas do que certas) e aprendi alguns caminhos, pensei em coisas que deveria fazer e que não deveria fazer. Tentei também avisar meu pai, mas mais um erro dele foi ser arrogante e não dar ouvidos para a família, afinal quem daria ouvidos para uma criança de 12 anos?
Quando estava entrando na minha vida adulta, meu pai decidiu tentar mais uma vez abrir um empreendimento (a última vez), saiu do trabalho na fábrica que onde ele estava e abriu uma empresa de manutenção eletrônica para pessoas da classe B e A. Dessa vez ele acertou no pensamento e foi procurar ajuda, afinal ele não queria cometer os mesmos erros do passado, por isso foi atrás de informações no SEBRAE, falou com a família e refletiu. Dessa vez eu achei que ia dar certo, até pensar nas cores da empresa ele pensou. Mas, tecnicamente meu pai é muito bom, também é um bom empreendedor, mas não é um bom adminstrador e a empresa faliu novamente.
No aspecto social, sempre achei muito burro as pessoas que eram ricas e doavam as suas riquezas para ajudarem os pobres. Sempre me perguntava “Como um pobre consegue causar impacto em milhares de vidas?”, sempre achei isso impossível. Ricos conseguem ajudar outras pessoas com grande impacto pois possuem influencia, dinheiro, conhecimento e principalmente tempo para fazer algo, para que então ficar pobre? Também sempre achei ridículo o medo das pessoas de ficarem ricas por acharem que “ricos são pessoas más!” e que “ricos não vão para o céu!”.
Com isso eu aprendi que sempre devo me arriscar (como todo bom empreendedor), mas devo ter uma base teórica e prática de como criar uma empresa. Base teórica eu tenho e por bem ou por mal, tenho uma base prática (que não é minha, mas me ensinou muito).
Agora sinto que é hora de colocar tudo em prática e dar um início no meu negócio, mas para isso preciso de uma base prática minha, vivida por mim e preciso de um network, pois sozinho eu não consigo (e eu já tentei).